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Futebol feminino tem calendário recorde em 2026 e mira legado para a Copa de 2027

CBF amplia para 712 o número de partidas nacionais em 2026, cria medidas de apoio às atletas e prepara o país para o Mundial feminino de 2027.

Seleções femininas de Brasil e Argentina disputam a bola em partida internacional

O futebol feminino brasileiro entrou em 2026 com o calendário nacional mais amplo de sua história. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) programou 712 partidas em nove competições, aumento de 26,4% em relação a 2025. A expansão amplia o tempo de atividade das equipes e cria mais oportunidades para atletas em diferentes regiões do país.

A principal divisão nacional também cresceu. O Brasileirão Feminino A1 passou de 16 para 18 clubes e de 134 para 167 jogos. Na Série A2, o número de participantes subiu de 16 para 18, enquanto a Série A3 passou de 64 para 126 partidas. A Copa do Brasil Feminina, retomada em 2025, ganhou 16 equipes e passou a reunir 80 clubes.

O novo desenho começa com a Supercopa Feminina, em 8 de fevereiro, entre as campeãs da Série A1 e da Copa do Brasil. O Brasileirão A1 ocupa a temporada de fevereiro a outubro, e a Copa do Brasil vai de abril a novembro. A CBF reservou ainda o período da CONMEBOL Libertadores Feminina, evitando partidas de competições nacionais adultas durante o torneio continental.

Além do volume de jogos, o calendário inclui uma medida voltada às atletas que são mães. Jogadoras inscritas em competições da CBF e em fase de amamentação podem levar seus filhos às viagens oficiais, com os custos de deslocamento pagos pela entidade. A CBF também anunciou isenção das taxas de registro de vínculo para jogadoras não profissionais nas competições femininas.

A expansão acontece enquanto o Brasil se prepara para receber a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027. Para o Ministério do Esporte, o aumento de partidas e o fortalecimento das competições nacionais fazem parte da construção de um legado que deve ir além do Mundial, com mais visibilidade, estrutura e oportunidades para clubes e atletas.

O desafio agora é transformar o calendário maior em avanço permanente. Mais jogos precisam vir acompanhados de estádios adequados, transmissão, formação de base, proteção às atletas e sustentabilidade financeira. Com a Copa de 2027 no horizonte, 2026 tornou-se um ano decisivo para consolidar o futebol feminino como parte central do esporte brasileiro.

Fontes oficiais: Confederação Brasileira de Futebol (CBF), calendário do futebol feminino de 2026; Ministério do Esporte, ações de preparação para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027.

Fonte: CBF e Ministério do Esporte

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