O dinheiro continua caro nos dois maiores mercados das Américas: o Brasil cortou os juros, mas segue liderando o ranking mundial de juros reais; os EUA veem as taxas de financiamento imobiliário atingirem o maior nível em um ano.
No Brasil, o Copom reduziu a Selic para 14% ao ano em 05/08/2026 — o quarto corte seguido e o menor patamar desde março de 2025 (UOL Economia, 05/08/2026; Banco Central — histórico de taxas). Ainda assim, o Brasil lidera o ranking de juros reais, com taxa real de 9,30% ao ano (Folha, 05/08/2026). O mercado projeta a Selic em 13,75% ao fim de 2026 (XPI — Boletim Focus, 03/08/2026).
Nos EUA, a taxa de hipotecas subiu para o nível mais alto em um ano, em meio a uma economia que cresce em ritmo lento e a um mercado de trabalho que surpreendeu com cortes de 23 mil vagas (AP News, agosto/2026).
O paralelo: nos dois países, famílias e pequenas empresas sentem o crédito caro ao mesmo tempo — e a inflação, embora em desaceleração, mantém os bancos centrais cautelosos.
Fontes
- UOL Economia — Banco Central reduz Selic para 14% (05/08/2026)
- Banco Central — histórico de taxas de juros (acesso 10/08/2026)
- Folha — Brasil lidera ranking de juros reais após corte da Selic (05/08/2026)
- XPI — Boletim Focus: mercado projeta Selic a 13,75% (03/08/2026)
- AP News — mortgage rates rise again; US economy expands at sluggish pace (agosto/2026)
